Janela partidária: deputados promovem dança das cadeiras na Assembleia Legislativa da Paraíba
Com o debate eleitoral a todo vapor devido ao pleito de outubro que se avizinha, os deputados estaduais da Paraíba protagonizam uma verdadeira ‘dança das cadeiras’ durante o período da janela partidária. Iniciada no dia 05 deste mês e com prazo até o dia 03 de abril, parlamentares federais e estaduais podem migrar de legenda sem perder os mandatos.
Ao menos nove deputados estaduais já anunciaram a possibilidade ou confirmaram a mudança de sigla. O partido que deve sofrer a maior debandada é o PSDB, amargurando as percas de Camila Toscano, Manoel Ludgério e Tovar Correia.
Também devem desembarcar em outras siglas o deputado Hervázio Bezerra, atualmente no PSB mas que rompeu publicamente com o governador João Azevêdo; Júnior Araújo (PSB) que anunciou filiação ao PP; George Morais que trocará o União Brasil pelo PL; Caio Roberto que sairá do PL para ir ao PSD.
Outros dois deputados que avaliam uma possível migração são Branco Mendes (Republicanos) e João Gonçalves (PSB).
Em entrevista ao programa Correio Debate, da Rádio Correio 98FM, ainda no Republicanos, Branco revelou ter recebido convites de diversos partidos, mas que o posicionamento pessoal é de permanência.
“Estamos aí praticamente analisando os partidos e todos eles estão realmente com candidatos fortes e me sinto bem dentro do Republicanos, ainda ontem eu falei com o nosso presidente Adriano Galdino que tem feito um trabalho de aglutinação para a implantação de mais candidatos dentro do partido e nós estamos fazendo esse trabalho, creio que a gente vai permanecer, mas ainda estamos nesse momento de análise, muitos convites, eu tenho recebido de outras legenda, mas permaneço no Republicanos”, frisou.
Ainda indefinido acerca da aliança entre a pré-candidatura de Cícero Lucena (MDB) ou Lucas Ribeiro (PP) ao Governo do Estado, João Gonçalves avaliou a possibilidade de sair do PSB. De acordo com o deputado, a permanência vai depender da construção à chapa proporcional montada pelo governador João Azevêdo.
“Depende. Se o governador entender que o quadro que ele vai demonstrar tem como a gente fazer também o maior número de também de deputados, aí eu fico, mas se eu for ficar também com o Lucas. Ainda tem essa pendência”, explicou.
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