Psicóloga e terapeuta Célia Chaves ministra oficina terapêutica para reeducandas da Penitenciária Feminina Júlia Maranhão








Ciúme, amor ou posse. Este foi o tema central da oficina terapêutica ministrada pela psicóloga e terapeuta de casal, especialista em relacionamentos afetivos, Célia Chaves, para reeducandas da Penitenciária Feminina Júlia Maranhão, em João Pessoa.

O momento especial ocorreu na tarde desta sexta-feira (20). Célia Chaves agradeceu à direção e funcionários da penitenciária, pelo trabalho bastante humanizado. Revelou que foi gratificante falar sobre emoções, sobre sentimento. A psicóloga e terapeuta tratou sobre relacionamento afetivo e sobre todas emoções, das emoções mais agradáveis, às emoções não tão agradáveis e observou que as reeducandas mostraram-se muito receptivas, participaram da oficina.

“Eu fiquei emocionada e bastante grata por esse momento e feliz com o trabalho desenvolvido ali. Então, foi uma tarde muito bonita que culminou com a visita à oficina de bonecas – Projeto de Ressocialização Castelo de Bonecas - que retrata toda a sensibilidade de pessoas que estão ali, mas que estão trabalhando, estão criando, estão exercitando as habilidades manuais e artísticas”, revelou Célia Chaves.

De acordo com Célia as oficinas ajudam. E se começa a alinhavar, a costurar uma nova forma de viver, uma forma de viver talvez de forma saudável, viver longe de qualquer forma de violência. “Foi isso que a gente trabalhou também na oficina terapêutica. Como amar e como vivenciar esse amor e as relações afetivas sem medo e sem sofrimento, mas de forma saudável”.

As diversas atividades que estão sendo realizadas este mês na Penitenciária Júlia Maranhão, coordenadas pela diretora Tatiana Pimentel, na avaliação de Célia Chaves, servem para contribuir, para que as reeducandas saiam dali com a nova visão, com o novo modo de vida. “De viver prontas para uma nova vida, para um novo jeito de ser, talvez muito mais adaptativa e funcional, prontas para desfrutar uma vida com mais alegria, prontas para serem felizes. Afinal, a gente vem a esse mundo para viver e ser feliz, poder amar e ser amada”, concluiu.

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